Quem ama é criativo, por vezes, até inovador. Aprecia surpreender o ser amado com diferentes demonstrações de carinho: flores, mensagens, presentes, bombons, cartões, objetos estranhos, qualquer coisa que tenha um significado especial para as pessoas envolvidas. A criação do dia dos namorados atende um apelo comercial que sensibiliza e conduz as pessoas a tentarem agradar seus pares através da compra de artigos que nem sempre atendem à expectativa de quem recebe, pois as necessidades do coração só podem ser preenchidas com sentimentos.
Que objeto pode representar toda a infinitude do amor?
Nada que seja material pode competir com o valor da imaterialidade das emoções, da ternura das mãos entrelaçadas, do sorriso amoroso, do beijo molhado, do gesto de afagar os cabelos, de servir um café, da carícia inesperada e repleta de desejo, do amor feito carícia e comunhão, da face feito espelho, do olhar preso em outros olhos...
Os objetos são apenas símbolos daquilo que se quer expressar. Nenhum deles, por mais valioso que seja, será capaz de substituir a atitude amorosa. De nada adianta presentear alguém um único dia, se nos restantes seu valor nem sequer é reconhecido.
Todo e qualquer dia é hora para demonstrar amor e ternura, afinal o momento presente é tudo o que temos e nesse precioso instante podemos ser e mostrar tudo o que somos e sentimos. O amor dá coragem para enfrentar o medo, dissolve a mágoa e nos protege da raiva.
A ternura suaviza nossas atitudes, nos torna sensíveis às belezas da vida, nos humaniza e nos faz solidários com o sofrimento ou a alegria dos que estão próximos de nós.
Juntos, amor e ternura formam um par perfeito para transmutar um dia comum em um evento especial.
Afinal, o que nos garante que estaremos juntos no próximo?