Conforme é de conhecimento, a dengue continua sendo um importante desafio de saúde pública e exige ações permanentes de prevenção, vigilância e controle. Em Guaíba, minha terra querida, o trabalho desenvolvido pela Vigilância em Saúde demonstra, de forma concreta, que o planejamento, a atuação técnica e a continuidade das ações podem produzir resultados expressivos no combate ao Aedes aegypt, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Entre maio de 2025 e junho de 2026,o município desenvolveu um intenso trabalho de combate ao vetor. No início do período, eram 426 casos notificados e 81 confirmados. Ao longo da atuação, foram realizadas 488 pulverizações em terrenos baldios, áreas públicas e Pontos Estratégicos, locais considerados de importância para a vigilância e o controle vetorial. O resultado chama atenção.
Ao final do período, Guaíba registrava apenas quatro casos notificados, nenhum confirmado, três descartados e um ainda em investigação (dados da Vigilância em Saúde). Caros leitores, os números não são apenas estatísticos. Eles representam o resultado de um trabalho realizado diariamente por profissionais que atuam diretamente na proteção da saúde da população. A pulverização, quando realizada de forma técnica e planejada, é uma importante ferramenta no combate ao mosquito, especialmente em áreas onde há identificação de risco ou necessidade de intervenção imediata. Entretanto, é fundamental compreender que a pulverização, isoladamente, não resolve o problema.
O combate à dengue exige uma verdadeira rede de prevenção, formada pela vigilância epidemiológica, controle vetorial, ações dos agentes e, principalmente, pela participação da comunidade. A redução expressiva dos casos demonstra a efetividade das ações desenvolvidas e reforça uma certeza: a vigilância precisa ser contínua. O mosquito não desaparece porque os números diminuíram. Pelo contrário, a queda dos casos deve servir como estímulo para a manutenção e o aperfeiçoamento das estratégias de prevenção. Também é necessário que cada cidadão faça a sua parte. Eliminar água parada, manter caixas-d'água fechadas, cuidar de vasos de plantas, calhas e recipientes que possam acumular água são atitudes simples, mas fundamentais.
No combate à dengue, a prevenção começa dentro de casa, passa pelas ações do poder público e se fortalece com o trabalho técnico dos nossos brilhantes profissionais de saúde. A experiência de Guaíba mostra que investir em vigilância, pulverização e controle vetorial é investir diretamente na proteção da vida.
O meu abraço vai para o querido leitor, Fábio Machado Florisbal, Assessor/Coordenador da Vigilância em Saúde, responsável técnico pela pulverização no município e sua competente equipe de trabalho.
Destaque: "Os números não são apenas estatísticos. Eles representam o resultado de um trabalho realizado diariamente por profissionais que atuam diretamente na proteção da saúde da população".
Reflexão: A experiência de Guaíba mostra que investir em vigilância, pulverização e controle vetorial é investir diretamente na proteção da vida".