Juro.
Estou tentando fazer uma retrospectiva mental para lembrar de quinze anos atrás, quando este espaço não existia.
Que espaço?
O Multispaço.
Pode até ser que muitos leitores tenham passado por ele sem perceber.
Atualmente, isto é quase impossível de acontecer, pois a calçada em frente sinaliza em muitas cores e símbolos que ali é um lugar diferenciado.
Quantas pessoas já pisaram aquele assoalho agora renovado?
Quantas meninas e jovens passaram pela sua sala e se olharam naquele grande espelho refletindo o corpo e o sonho de um futuro mais bonito, mais cheio de música e poesia?
Quantas mãos de variados tamanhos dedilharam as teclas do piano antigo e sempre novo que ali habita?
Quantos pés calçando sapatilhas aprenderam ali seus primeiros passos de ballet?
Quantos sonhos foram gerados ali, nas suas apresentações, nas ideias concretizadas pelo esforço e um grande apreço pela cultura em suas variadas formas?
Quantas vozes por ali passaram em busca de aprimoramento e incentivo para realizar o desejo de ser artista?
Quantos projetos foram gestados ali e quantos foram executados?
Números não contam sonhos.
Sonhos nem sempre são percebidos e admirados.
Sonho que se sonha só, é só sonho…
Sonho que se sonha junto, é realidade.
A trajetória do Multispaço nestes quinze anos foi construída com trabalho, dedicação, seriedade e um sentimento profundo de levar aos outros um pouco do encantamento e leveza que a arte e a cultura podem trazer para nosso cotidiano.
Vida longa ao Multispaço e aos seus dirigentes, que venham cada vez mais novas ideias, apoio, auxílio e reconhecimento das pessoas que a ele estão ligados de alguma forma.
O sucesso não termina com o aplauso do público, pelo contrário, a responsabilidade aumenta e o sonho continua…