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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026

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Terminal da CMPC em Rio Grande avança enquanto licenciamento da fábrica segue em análise

Portaria autoriza contrato para área destinada ao terminal de exportação, enquanto licença prévia da nova fábrica em Barra do Ribeiro continua sendo analisada pela FEPAM.

Jornal Novo Tempo
Por Jornal Novo Tempo
Terminal da CMPC em Rio Grande avança enquanto licenciamento da fábrica segue em análise
Portos RS/Divulgação NT
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Um dos projetos vinculados ao Projeto Natureza da CMPC avançou nos últimos dias, mesmo sem novas definições sobre a licença prévia da nova fábrica prevista para Barra do Ribeiro. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, assinou uma portaria que permite a formalização do contrato para o terminal de exportação da empresa no Porto de Rio Grande.

O contrato deverá ser assinado nos próximos dias, após tramitação pela Secretaria do Patrimônio da União. A área destinada ao terminal foi cedida pela União e terá outorga de R$ 2,14 milhões, com pagamento mensal.

O terminal é considerado parte importante da estrutura prevista para o Projeto Natureza, já que será utilizado para a exportação da produção da futura unidade industrial de Barra do Ribeiro. O investimento previsto pela CMPC no município de Rio Grande é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão.

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Licenciamento em discussão

Enquanto o projeto do terminal avança, o processo de licenciamento ambiental da fábrica de celulose prevista para Barra do Ribeiro continua em análise na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM).

O licenciamento é questionado pelo Ministério Público Federal (MPF), que defende a realização de uma consulta mais ampla às comunidades indígenas, quilombolas e de pescadores que possam ser impactados pelo empreendimento. Para o procurador Ricardo Gralha Massia, a medida deve ocorrer antes da continuidade do processo, motivo pelo qual foi solicitado o seu bloqueio junto à FEPAM.

A Justiça Federal, em primeira instância, decidiu pela continuidade da análise do licenciamento. A decisão, no entanto, foi contestada pelo MPF, que apresentou um agravo de instrumento ao Tribunal Regional Federal. O recurso ainda será analisado.

A CMPC considera inviável a exigência de uma nova consulta nos moldes solicitados pelo MPF e afirma que ela não corresponde ao que havia sido solicitado inicialmente pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Segundo a empresa, a FUNAI havia solicitado a realização de um estudo, que já foi entregue.

Com os dois assuntos tramitando em frentes diferentes, a expectativa é de que setembro traga novas definições sobre o processo de licenciamento da fábrica em Barra do Ribeiro e sobre o andamento do Projeto Natureza.

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