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Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026

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Eduardo Leite afirma que licença da nova fábrica da CMPC pode ser liberada após nova análise da Funai

Governador afirmou ao Jornal do Comércio que manifestação sobre outro grupo indígena é o principal ponto pendente antes da emissão da licença pela Fepam.

Jornal Novo Tempo
Por Jornal Novo Tempo
Eduardo Leite afirma que licença da nova fábrica da CMPC pode ser liberada após nova análise da Funai
Luis André/Secom
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A licença prévia ambiental para a nova fábrica de celulose da CMPC, prevista para ser construída no interior de Barra do Ribeiro, pode avançar nas próximas semanas. A informação foi dada pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em entrevista ao Jornal do Comércio durante a Expointer, na quarta-feira, 2 de setembro.

Segundo Leite, o processo de licenciamento já passou por uma primeira análise da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), mas ainda depende de uma segunda manifestação do órgão, referente a outro grupo indígena localizado na área considerada impactada pelo empreendimento.

O governador afirmou que, após essa manifestação, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) estará em condições de emitir a licença. O projeto da CMPC prevê investimento de R$ 27 bilhões e é considerado o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul.

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Disputa judicial

Na entrevista, Eduardo Leite também comentou a ação judicial que envolve o processo de licenciamento. O questionamento partiu de um procurador da República, que defende uma interpretação diferente sobre a necessidade de estudos relacionados aos impactos sobre comunidades indígenas.

Segundo o governador, o entendimento do procurador é de que o estudo deveria considerar comunidades indígenas de todo o Estado. Leite, porém, afirma que a interpretação adotada pelo governo é de que a legislação exige a análise das comunidades localizadas na área diretamente impactada pela planta de celulose.

O governador classificou a divergência como uma questão de interpretação da norma e afirmou que o processo vem sendo conduzido dentro das exigências legais.

Leite também explicou que a empresa contratou consultorias técnicas para realizar os estudos relacionados ao componente indígena. Parte da documentação já foi analisada pela Funai, enquanto outra permanece aguardando manifestação.

Expectativa em Barra do Ribeiro

A fala do governador reforça a expectativa existente em Barra do Ribeiro em relação à implantação da fábrica. A emissão da licença prévia é uma das etapas necessárias para que o empreendimento avance em direção à fase de instalação.

De acordo com Eduardo Leite, a tramitação poderia ter ocorrido de forma mais rápida caso não houvesse o questionamento judicial. Ainda assim, segundo ele, o processo segue seu curso e a expectativa do governo é de que a licença possa ser emitida após a conclusão da análise pela Funai.

A entrevista foi concedida ao Jornal do Comércio, que publicou o conteúdo nesta quarta-feira, 2 de setembro.

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