A final da segunda edição da Taça Libertadoce movimentou Barra do Ribeiro neste domingo de sol e temperaturas baixas. O estádio Francisco Rosales foi palco de mais um clássico entre Nacional e Juventus, desta vez valendo o título da competição.
Como não poderia deixar de ser, o clima de decisão tomou conta do clássico. Em maior número por jogar em casa, os nacionalistas pressionaram durante toda a partida, enquanto os rubro-negros também não deixaram de apoiar a equipe durante os 90 minutos.
O jogo começou com o Nacional dominando as ações, tendo a posse de bola na maior parte do tempo e atuando no campo de ataque. Contudo, foi o Juventus quem criou a primeira grande chance de abrir o placar. João Miguel arrancou pelo meio, cortou para a perna direita e, da entrada da grande área, acertou um chute forte na trave direita do goleiro Fábio.
Aos 11 minutos, porém, o Nacional abriu o placar. Lelinho fez excelente tabela com Leleco e surgiu com liberdade, próximo à marca do pênalti, para deslocar o goleiro Felipe e fazer 1 a 0, para grande festa da torcida alvirrubra.
Após o gol, o time da casa seguiu dominando a partida. Em uma cobrança de falta lateral, ao lado da grande área, o Juventus chegou a balançar as redes, mas a arbitragem assinalou impedimento e invalidou o empate.
O lance deu novo ímpeto ao Juventus, que passou a buscar mais o ataque, mas a equipe não conseguiu chegar ao gol antes do apito que encerrou o primeiro tempo, aos 52 minutos.
Na etapa complementar, o Nacional voltou com tudo. Lelinho conseguiu, mais uma vez, ficar frente a frente com o goleiro Felipe, mas desta vez concluiu alto, por cima do gol.
Aos 13 minutos, o Nacional chegou a marcar o segundo gol após ótima jogada de Davi e passe para Lelinho finalizar. O assistente correu para o centro do campo, confirmando o gol, mas o árbitro anulou o lance por impedimento. A decisão gerou muita reclamação e uma confusão dentro das quatro linhas, mantendo o placar em 1 a 0.
Com a partida se encaminhando para os minutos finais, o jogo ficou mais aberto em razão do cansaço das duas equipes. Os espaços começaram a aparecer com maior frequência. Enquanto o Juventus não encontrava soluções para concluir as jogadas, o Nacional acumulava oportunidades desperdiçadas para ampliar a vantagem.
Aos 43 minutos, veio o golpe fatal. Leleco, um dos destaques da final, fez ótima jogada e serviu Davi dentro da área. O camisa 10 do Nacional ajeitou e acertou o ângulo do goleiro Felipe, que ainda tocou na bola, mas não conseguiu impedir o gol: 2 a 0.
A bola rolou até os 46 minutos, quando a arbitragem apitou o final da partida. Foi o início da festa da torcida alvirrubra no Francisco Rosales, comemorando o título inédito do Nacional na Taça Libertadoce e a revanche pela derrota na final de 2025.