Não sou muito fã de futebol, porém quando se trata de copa do mundo ou outra competição importante, me disponho a ouvir à distância o que pode acontecer.
Foi assim com o jogo da Seleção Brasileira com a Norueguesa.
Quando percebi aquele silêncio ensurdecedor, indicativo que o time brasileiro ainda não tinha marcado pontos, comecei a ficar nervosa. Afinal, sou brasileira.
Quando a agonia do jogo terminou e a realidade se fez presente com toda a sua dureza, fiquei, igual todo mundo, pensando no que faltou para o nosso time vencer.
Já ouvi e li muito a respeito do assunto e confesso que concordei com quase tudo.
Entretanto, uma questão sobrepujou todas as outras.
O que ensina mais o fracasso ou o sucesso?
Entre a vitória e a derrota, qual tem mais resultados em termos de lições a aprender?
É lógico que podemos aprender com tudo e todos, desde que exista em nós o desejo de aumentar nosso cabedal de conhecimentos e novas possibilidades.
Lembramos mais dos sucessos que tivemos ou queremos apenas esquecer os fracassos que se apresentaram?
O importante é perceber que o país é o maior do que a Copa do Mundo e por isso merece um destino de vitórias não só no futebol, mas em tudo que diz respeito à sociedade que dele faz parte.
A minha vida não teve nenhuma modificação importante com o fato do Brasil ter sido desclassificado da competição, a não ser ter que lidar com a decepção estampada no rosto daqueles que consideram o futebol fundamental em sua vida.
Parece que o velho ditado que diz os humildes serão exaltados e aqueles que se exaltam serão humilhados teve muitos exemplos concretos nesta versão da copa do mundo, mesmo que a bola rolando não tenha colaborado para melhores resultados de outras equipes corajosas e de qualidade.
Meu coração foi cativado pela seleção de Cabo Verde pela coragem, pela vontade e pelo amor à camiseta que demonstram em todos os jogos.
Que venha 2030 para nos mostrar que lições aprendemos...