Acredito que a linha divisória entre a sanidade e a loucura é muito tênue e, é claro, depende do que entendemos, pensamos ou sentimos a respeito deste assunto.
Gosto de uma frase que ouvi Maria Bethânia declamar no meio de uma música e diz assim: “A loucura é o sol que não deixa o juízo apodrecer”.
Já ouvi e talvez tenha dito também que a vida está uma loucura.
O que queremos dizer com esta palavra?
Já leram o conto de Machado de Assis, se não me falha a memória, O Alienista?
Tendo ou não lido o texto referido, quem de nós se enquadra dentro das leis ditas da normalidade?
Talvez sejamos enquadrados dentro desta faixa porque não fazemos nada de extraordinário ou diferente?
O que é extraordinário?
O que é ser diferente?
Então a Vida acontece e faz um convite inusitado, absolutamente fora de qualquer expectativa e qual seria a melhor resposta para ele?
Sim?
Não?
Talvez?
Responder com educação e declinar do convite por pensar que a oportunidade deve ser dada para outra pessoa com mais experiência e menos idade?
Ou responder afirmativamente sem grandes reflexões a respeito do dilema enfatizado no título?
No meu caso, aceitei. Topei o desafio.
No devido e melhor tempo saberão do que se trata.
A Vida é uma aventura onde cada dia por si só já nos fortalece para os próximos, porque a mutabilidade incessante com que a Vida tem se manifestado para mim, exige prontidão, coragem, uma pitada de ousadia e uma concha de insanidade para romper com a normose que tenta nos aproximar da mediocridade.
Agora, podem dizer que viajei na maionese, escorreguei na filosofia e me deixei levar pela sonoridade das palavras e pela surpresa escondida no convite recebido.
Quem tiver olhos para ver, verá.
Quem tiver ouvidos para ouvir, escutará.
E quem tiver um celular poderá decidir se acompanha ou não.
Boa sorte para todos, inclusive para mim.