O mês de junho teve sua origem com a criação do chamado calendário gregoriano. Seu nome faz referência à deusa Juno, esposa de Júpiter, o deus dos deuses. Já durante o processo de cristianização, os 30 dias do mês de número seis passaram a ser marcados pelos tradicionais festejos juninos. As festas de São João espalham-se por todo o país, sofrendo variações de acordo com cada localidade e cultura. Além disso, não podemos esquecer que, nesse período, também lembramos das questões relacionadas ao meio ambiente.
E o que isso tem a ver com o Antônio?
Para muitos, nada. Mas o “Tonho” é um símbolo vivo de ambos os temas, pois raras foram as vezes em que não o vimos de bombacha, e seu serviço sempre foi o de limpeza e cuidado com o meio ambiente.
A simplicidade nos trajes, o jeito educado de falar, a camaradagem, a honra e o compromisso fazem dele uma pessoa querida por todos. Prova disso foi o quanto sua partida tocou a nossa comunidade, unindo todos em um sentimento de luto. Nunca pensamos nesses momentos... até que eles chegam.
Nunca imaginamos não ver mais o Tonho na esquina da Barão do Jacuí com a 14 de Julho, tocando a sinfonia de sua enxada, raspando o cordão da calçada com o mesmo capricho de um músico afinando seu instrumento, pausando a lida apenas para nos dar um adeus — ou tomar um gole, fosse de canha, de água ou de vinho.
E o que levou o Tonho — que, para surpresa de muitos, também se chamava Paulo?
Foi o senhor Tempo quem o levou. Um dia, ele levará todos nós. Ou, quem sabe, lá nos piquetes do céu, o homem velho lá de cima tenha pedido o serviço caprichoso do Tonho. Mas não se esqueça, Patrão: receba bem esse homem — e lhe sirva um bom vinho.