Uma atividade esportiva que caiu nas graças dos brasileiros poderá estar sob intervenção e regramento de uma nova lei! Sem dúvida, a atividade esportiva mais democrática que existe e também uma das mais saudáveis à saúde, a queridinha dos brasileiros nos quatro cantos do país é a corrida de rua.
Sim, democrática, pois independe de poder financeiro e horários específicos para ser praticada, diferente de outras atividades que exigem mensalidades, equipamentos ou uniformes específicos e horários marcados para sua prática. Em geral, a corrida de rua é assim: é ir para a rua e correr, em nome da saúde e da alegria, pois, afinal, vivemos em um país tropical, com muito sol e temperaturas agradáveis em grande parte do ano, por quase todo o país.
A adesão a essa modalidade esportiva é tão grande que municípios e instituições oficiais cada vez mais promovem rústicas, meias-maratonas, maratonas e outras atividades do gênero. Em Porto Alegre, em 2025, haverá um grande número de corridas de rua oficiais; até dezembro já estão programados 72 eventos, ou seja, mais de seis corridas por mês, mais de uma por semana. A expectativa é que cerca de 90 mil pessoas participem das provas até o final do ano. Em 2022, aconteceram 23 corridas, um aumento de 182% em três anos; nenhum esporte cresceu tanto. Mas essa facilidade toda em praticá-lo carrega consigo alguns riscos à saúde e à vida.
Em meio à 40ª Maratona Internacional de Porto Alegre, em 7 de junho de 2025, durante a meia-maratona, aconteceu um fato que irá mudar o acesso às corridas de rua oficiais: a morte de um corredor, o jovem João Gabriel Hofstatter De Lamare, de apenas 20 anos. Ele faleceu enquanto participava da prova, uma tristeza sem tamanho e impossível de ser medida!
Devido a essa tragédia, o legislativo municipal da capital gaúcha mobilizou-se e partiu para a providência de um projeto de lei que, se aprovado, obrigará a apresentação de um atestado médico para a participação em eventos de corrida de rua oficiais no município. Acredito que, em um futuro próximo, outros municípios e estados brasileiros irão adotar leis semelhantes, dada a repercussão do caso.
Como já citado anteriormente, a corrida praticada pelo cidadão comum, de forma autônoma, é democrática e gratuita, mas quando alguém, um município ou alguma instituição organiza um evento dessa natureza, também está sujeito a responsabilidades e penalizações.
Essa obrigatoriedade do atestado médico, se acontecer por força de lei, poderá diminuir o aumento da prática esportiva em eventos oficiais, mas também poderá dar mais garantia à saúde para quem participar e mais segurança jurídica para quem realizar o evento.
Para quem pratica a atividade de maneira autônoma e informal, também fica o conselho: procure um médico, faça os exames e só após os resultados positivos, pratique a atividade, pois um mal súbito seguido de óbito pode acontecer em qualquer idade.
Não sabemos bem, nem é o objetivo desse texto explorar essa questão, mas a tragédia que se abateu sobre o jovem João Gabriel e, por consequência, sobre sua família, talvez teria sido evitada com um simples exame de rotina, ou não, quem sabe? Mas, com certeza, é melhor prevenir!
Fica a reflexão!
É muito importante praticar exercícios físicos, cuidar da saúde, mas para cuidar da saúde, precisamos, antes de tudo, saber como ela está!