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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

Nossa Terra e Nossa Gente

Jorge Budelon Hübner

Loja do Jorginho

Lucas Bonebergr
Por Lucas Bonebergr
Jorge Budelon Hübner
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A partir dos anos de 1540 a 1640, o Rio Grande do Sul fez parte do grande império ultramarino espanhol. Até mesmo antes disso, a partir dos limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas, as supostas novas terras que pertenceriam ao oeste seriam do antigo Reino de Granada, a Espanha; por sua vez, o leste seria lusitano, português. A Áustria, por sua vez, pertenceu por muitos anos à Casa de Habsburgo, tradicional casa real monárquica, de onde veio a primeira imperatriz do Brasil, Dona Leopoldina, cujo pai, Francisco I, combateu as tropas de Napoleão até perder seu posto em 1824. Tanto a Espanha quanto a Áustria promoveram grandes incursões para o Novo Mundo em épocas diferentes, fosse pela fuga da fome ou das guerras. Seus caminhos se cruzaram na Europa, no Atlântico, no Rio Grande do Sul e em Barra do Ribeiro, onde viveu o casal João Budelon Rodrigues e Ilsa Huber de Budelon, pais do nosso personagem de hoje, o Jorge Budelon.

Mesmo, como muitos de nós, com descendência europeia, o Jorge, meu xará, nasceu aqui em nossa cidade, sendo mais um “barrense puro”. Veio à luz pelas mãos de parteira, no dia 25 de abril de 1943, tendo como irmão o Adão e uma irmã falecida após o parto. Completou os estudos por aqui, no então Ginásio, atual Escola Fundamental São José.

Já a partir do final da infância e início da sua mocidade, começou a trabalhar na loja da Dona Ilsa, a “Esquina Magazine”, sendo uma loja de variedades, tendo desde os tecidos a eletrodomésticos, contando até mesmo com serviço de tele-entregas, realizado por uma Kombi pick-up. Com o tempo, a Esquina Magazine, por um hábito bem barrense e pelo falecimento da Ilsa, foi sendo conhecida como a “Loja do Jorginho”. E foi pela Maurício Cardoso com a Visconde do Rio Grande que o Jorge conheceu a Alcy Cleia. Com a família vinda de Minas Gerais, chegaram a morar em Dom Pedrito. Ao chegar na Barra, sua primeira moradia foi o Edifício Brasil. Do casamento do Jorge com a Alcy Cleia vêm os dois filhos: o Miguel, que mantém o negócio da família como Loja do Jorginho até os dias de hoje, e o Josué, nosso também biografado nas páginas anteriores. A Alcy Cleia faleceu no ano de 2011. Um ano depois, o Jorge, de uma causa rara, a amiloidose — uma condição que provoca o acúmulo de proteína nos órgãos —, também faleceu. Mas vamos considerar que também foi um homem que quis rever sua amada. No ano de 2012, o casal completaria 40 anos de casado.

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Quando os filhos Miguel e Josué passaram a decidir o futuro da loja, considerou-se assumir novamente o nome “Esquina Magazine”, mas, para não perder a referência popular e homenagear o pai, seguimos no tempo presente com a nossa tradicional loja de Barra do Ribeiro: a Esquina Magazine.

Lucas Bonebergr

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