A data mais esperada pelos coraçõezinhos pulsantes e apaixonados enfim chegou: 12 de junho está posto!
Mas pasmem: essa data tão importante é fruto de uma tragédia religiosa!
Essa relevante comemoração tem origem na Roma Antiga, onde o Bispo da Igreja Católica, chamado posteriormente de São Valentim, foi proibido pelo Imperador Romano Cláudio II de celebrar casamentos, devido à perseguição que os cristãos sofriam naquela época.
O Bispo não obedeceu e seguiu realizando celebrações às escondidas, mas em certo momento foi descoberto e preso. Depois de algum tempo, foi tragicamente executado — sim, isso mesmo, executaram o Bispo da Igreja porque ele consagrava o amor dos namorados em casamento! Sua morte ocorreu no dia 14 de fevereiro de 270 do calendário cristão. No cárcere, antes da execução, o Bispo recebia cartas e bilhetes de casais apaixonados, que valorizavam o amor e o casamento e, por isso, se posicionaram contra à sua prisão.
A data de sua morte ficou marcada na história como o Dia do Amor e dos Namorados. Posteriormente, aqui no Brasil, a data mudou para 12 de junho, a fim de homenagear Santo Antônio, o santo "casamenteiro".
Sabemos que o comércio não perde tempo de faturar e logo tratou de supervalorizar comercialmente a data, com a intenção de fomentar as vendas de todos os tipos de produtos.
O hábito da troca de presentes não se restringe apenas aos namorados, mas também aos eternos namorados — ou seja, aos casados, em seus mais variados formatos sociais. Mas o que vale mesmo não é o presente, e sim o amor — mais precisamente o "verdadeiro amor" —, pois o mundo e suas relações frágeis, superficiais e líquidas andam muito carentes dele.
Para os românticos de carteirinha, não pode faltar um jantar especial, um presente especial, flores e um belo cartão com palavras de derreter o coração da amada ou do amado.
A sociedade está em transformação e as relações afetivas das pessoas também. Mas independentemente de qualquer convenção imposta pela sociedade — muitas vezes cobertas de hipocrisia —, o que vale mesmo é a amizade, a cumplicidade, a história, o respeito e o amor verdadeiro que cada um é capaz de nutrir em seu peito, e a arte de expressá-lo sem rodeios!
Já dizia o grande poeta brasileiro Vinicius de Moraes, em seu fabuloso Soneto de Fidelidade, sobre o amor: "Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure."
Por falar em presente, amor imortal e infinito, quero aproveitar a oportunidade e agradecer a Deus por um presente que ganhei da minha amada esposa no Dia dos Namorados, há 23 anos... Feliz aniversário, Gabrielzinho! Amor de pai é único, imortal, verdadeiro, infinito e, com certeza, durará para sempre.
Um feliz Dia dos Namorados a todos que amam!