Dia das mães é no segundo domingo de maio - o primeiro nem chegou e já vou falar no segundo?
Arrisco-me a descumprir o calendário do tempo e falar da vida que acontece em todo e qualquer lugar.
Recentemente, presenciei uma cena que tocou demais meu coração e, por este motivo, julgo importante descrevê-la. O cenário é o corredor de um hospital próximo à nossa cidade.
A mulher de cabelos grisalhos, semblante calmo, olhos doces, sentada na maca, olha para o filho que está na sua frente e diz:
- Meu filho, sabe que eu tinha medo de ti?
O filho, assustado e surpreso, pergunta qual motivo dela ter medo dele e ela, com a voz doce, disse:
- Tu é muito sério, tu fica brabo comigo. Mas, agora olhando pra ti, em pé na minha frente, falando pra eu me cuidar, vejo que tu é um filho muito querido e que tu fala as coisas para o meu bem. Então, senti que não preciso ter medo de ti e quero te dizer que te amo muito e que tu é uma bênção na minha vida.
O filho aproximou-se, pegou as mãos de sua mãe e falou baixinho:
- Mãe, eu te amo muito. Se te digo essas coisas é porque quero que tu te cuide e fique bem. Te amo muito também.
A mãe abriu os braços e o homem de cinquenta e um anos, agora um menino, aninhou-se naquele abraço, e os dois ficaram um longo tempo assim, emocionados pelo momento e pelo amor que declararam um para o outro.
Isto me fez refletir a respeito do amor entre mães e filhos.
Será que as mães têm tempo para conversar desta maneira com seus filhos e filhas?
Será que os filhos e filhas, principalmente os que já têm sua própria família, acham tempo e lugar para dizer palavras de amor e carinho para suas mães?
Para mim, mãe é um ser absolutamente incrível, fora de série, capaz de fazer coisas extraordinárias por seus filhos.
A mãe é uma figura tão fundamental na vida de cada um que Deus, mesmo sendo o Criador do Universo, criou uma mãe para Seu Filho Jesus.