E se, de repente, sem mais nem menos, parasse de escrever esta coluna? Quem ficaria no meu lugar? Será que alguém gostaria de continuar ocupando este espaço que desfruto há tantos anos?
E se, de repente, não mais que de repente, viajasse para um lugar incerto e não sabido, quem iria me procurar? Será que as pessoas que julgo precisarem de mim ainda ficariam nesta situação?
Ou será que aprenderiam a resolver seus problemas e desafios com sua própria capacidade e inteligência?
E se parasse de me preocupar com coisas que ainda não aconteceram e talvez nem aconteçam, minha vida seria mais calma?
E se começasse a dizer não para quase tudo sem nem sequer justificar tal atitude?
Que diferença faria isso para mim?
E se, de repente, resolvesse cuidar mais de mim sem me preocupar tanto com os outros, o que aconteceria?
E se amanhã não abrisse os olhos?
E se amanhã não pudesse corrigir os erros que penso ter cometido?
E se não houvesse amanhã, o que faria com os pequenos ou grandes projetos que pensei realizar?
E se hoje não tivesse feito o que fiz, pensando que era o melhor a fazer?
E se hoje não tivesse aproveitado o tempo para fazer alguém sorrir?
E se hoje tivesse dito não apenas para mostrar que faço o que bem desejo?
E se hoje não tivesse contribuído para tornar o dia de alguém mais alegre?
E se hoje tivesse perdido a oportunidade de fazer alguém sorrir?
E se não fiz o bem que podia ter feito hoje, será que amanhã vou conseguir ?
E se o dono da Vida resolver que deu pra mim?
E se da vida nada se leva, qual a melhor forma de levar a vida sem deixar que ela simplesmente me leve?
E se, somente se, não houver resposta para nenhuma destas perguntas, para que ficar perguntando?
E se as respostas chegarem?...