Hoje em dia, a coisa mais comum é fazer compras pela internet.
A grande maioria das pessoas faz isso mesmo correndo o risco de ter que trocar ou até devolver a mercadoria.
Sapatos e eletrodomésticos evito comprar através esse expediente, por uma razão bem simples. O número do sapato brasileiro não é igual ao do estrangeiro, então, às vezes se compra o número 34 só que não é o tamanho padrão do Brasil e sim dos Estados Unidos ou outros país.
Confesso que sou fascinada por novidades e curiosidades relacionadas com artesanato, tipo materiais que não vejo por aqui, ferramentas que prometem facilitar o trabalho do artesão, lãs, linhas e agulhas que não são encontradas no comércio local.
Estando de férias e sem perspectiva de viagem para qualquer lugar além da capital, me aventurei no universo do consumismo internético.
Achei uma máquina de tricô manual, comprei duas, uma pequena e outra maior.
Encontrei uma ferramenta para confeccionar tassel e pompom. Adquiri.
Entendi que era uma boa ideia ter um conjunto de ferramentas para realizar pintura em pedras. As benditas são bem bonitinhas.
Imaginei que se pudesse tornar certas peças de crochê mais duras de uma forma mais fácil do que a que eu conheço, agregaria valor às peças.
Organizar minhas agulhas de crochê era uma meta importante. Agora tenho uma bolsa para fazer isso.
Aproveitando a promoção e enfeitiçada pela propaganda que prometia vários brindes "gratuitos" comprei um tablet pequeno, que ainda nem consegui ligar, pois apesar de entender um pouco de inglês, há coisas que desconheço plenamente.
Resultado oficial: estou usando as máquinas de tricô; ainda não fiz nenhum tassel nem pompom; não sei onde achar as pedras que pretendo pintar e nem sei que tinta usar; o endurecedor está devidamente guardado esperando sua hora; o organizador para crochê está me fitando de cima da mesa com a cara de que não vai dar conta do recado e o tablet minúsculo descansa, sem ter sido usado, em sua elegante embalagem.
Esqueci de dizer que, não sei como, adquiri um objeto que não tenho a mínima ideia para que serve e uma bolsa linda onde meu celular não entra.
Cheguei a uma conclusão: quem compra o desnecessário nem sempre recebe o que precisa, ou seja, quem gasta com o supérfluo deixa para trás o que é importante.