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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

Saúde

União Europeia aprova primeira injeção semestral contra o HIV

Comissão Europeia autoriza o uso do Yeytuo, primeira PrEP injetável de aplicação semestral, após estudos clínicos apontarem eficácia de até 99,9% na prevenção da infecção.

Jornal Novo Tempo
Por Jornal Novo Tempo
União Europeia aprova primeira injeção semestral contra o HIV
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A Comissão Europeia aprovou ontem, terça-feira (26), o uso do medicamento Yeytuo (lenacapavir) como profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção pelo HIV. Com a decisão, a União Europeia passa a contar com a primeira e única opção de prevenção injetável de aplicação semestral contra o vírus. A autorização também vale para Noruega, Islândia e Liechtenstein. O lenacapavir já havia sido aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e conta com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O pedido foi analisado em cronograma acelerado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), após avaliação do Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP).

De acordo com a Gilead Sciences, farmacêutica responsável pelo desenvolvimento, a aprovação foi baseada em estudos clínicos de fase 3. Em um deles, envolvendo mais de 2 mil mulheres cisgênero, não houve registro de novas infecções. Em outro, com mais de 2 mil homens cisgênero e pessoas de gênero fluido, apenas dois casos foram notificados, representando eficácia de 99,9% na prevenção (resultados superiores ao do Truvada oral, até então principal referência em PrEP).

O lenacapavir age de forma diferente da maioria dos antirretrovirais: ele bloqueia a formação do capsídeo, estrutura que protege o RNA do HIV, impedindo sua replicação. A injeção é aplicada no abdômen e liberada lentamente no organismo, garantindo efeito por seis meses.

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Atualmente, o medicamento já está disponível nos Estados Unidos, mas apenas para pacientes com resistência a outros antirretrovirais. No Brasil, a Gilead já encaminhou pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em abril deste ano.

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