Segunda-feira, sete horas e quarenta minutos.
Alunos do quinto ano em fila esperando o sinal para entrar na sala de aula.
Enquanto isso, espero também e observo os alunos.
Fico ao lado das meninas e vejo uma delas vestindo a camiseta do Grêmio.
Lembrei de mim quando era criança. Nunca que ia vestir a camisa do time só porque tinha vencido o GreNal no dia anterior.
Como também sou gremista, elogiei a menina dizendo que aquela camiseta era a mais bonita de todas.
Para minha surpresa, as outras entraram na conversa.
Fiquei pasma ouvindo elas discutirem o jogo do domingo. Falavam o nome dos jogadores, expressavam sua opinião sobre as jogadas e, é claro, ficavam “tocando flauta” naquelas que eram do time adversário.
Foi muito gostoso ouvir aquelas gurias.
Lógico que as choloradas, assim que as gremistas se referiam às torcedoras do colorado que tentavam, em vão, demonstrar as qualidades do seu time do coração.
Elas sabiam até quanto títulos cada time tinha conseguido e se era campeonato estadual ou brasileiro e até mundial.
Os tempos realmente estão mudando.
Hoje em dia as mulheres podem fazer tantas coisas que antes eram inimagináveis. Podem ser líderes, comentaristas de futebol, executivas, prefeitas e tantas outras atividades.
Contudo isso não é para todas…
Muitas nem podem amar sossegadas ou mesmo procurar o amor, porque tal atitude pode colocar em risco sua própria vida… Querer ser feliz sem determinada pessoa, pode despertar tanto ódio em outro ser humano que ele é capaz de matar a ela, seus filhos e a si mesmo com o intenção de acabar com sua chance de ter uma vida nova.
O orgulho ferido continua ferindo e ceifando vidas, produzindo tristeza, abandono e solidão…
O Amor conseguirá dar resposta a tudo isso sem contaminar sua essência?