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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026

Nossa Terra e Nossa Gente

Família Magalhães Didio

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Lucas Bonebergr
Por Lucas Bonebergr
Família Magalhães Didio
Arquivo pessoal
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No último dia 13 de fevereiro, nossa cidade foi testemunha de uma tragédia e, por assim dizer, parte da minha família. Naquela noite, quando cheguei em casa, por volta das 22 horas, recebi a notícia de que a casa do meu tio Paulo - para quem não sabe, irmão mais novo da minha mãe -, conhecido por muitos como Guti ou Jiló, estava pegando fogo. Não tenho certeza e também não lembro muito bem como, mas, quando me dei conta, já estava na entrada da casa junto à Brigada Militar, ao Theo e ao Gilmar, tentando, da forma possível, fornecer suporte aos membros da Brigada que ali estavam, incluindo alguns que estavam de folga.
O fogo, que teve início devido a um curto-circuito na rede elétrica da casa da frente, se alastrou de forma instantânea. Lá moravam Claudiane, conhecida como "Neneca", e Matheus. Com o incêndio, o pessoal que morava nos fundos, já perto da hora de dormir, não teve tempo para muita coisa além de evacuar a casa. Apesar da tentativa daqueles que realmente queriam ajudar, o incêndio só pode ser contido com a chegada do caminhão da CMPC, que, por sinal, não é o primeiro incidente que socorre em nossa comunidade. Quando os bombeiros finalmente chegaram e o fogo foi cessado, já era possível ver a sentença: das duas casas onde morava uma família, nada se salvou.
Toda essa tragédia escancarou uma velha necessidade aqui em Barra do Ribeiro. Com certeza, não é a primeira, nem a segunda vez, e torcemos muito para que seja a última, embora muito ainda precise ser feito. A verdade é que Barra do Ribeiro precisa de, pelo menos, uma equipe de bombeiros equipada para essas emergências.
Vale lembrar que uma tragédia não tem um autor. Ressalto aqui que os membros do poder público estavam presentes durante o incidente, fazendo o possível para prestar o amparo necessário. Quem acompanha a realidade de perto - e não foi ao local apenas para tirar fotos e mandar nos grupos de WhatsApp - pode ver que tanto a prefeitura, representada pela prefeita em exercício no dia, Kátia, e pelo prefeito João posteriormente, quanto os membros da Câmara de Vereadores têm prestado auxílio ao ocorrido.
No entanto, é mais do que necessário pensarmos em soluções para que futuras tragédias possam ser socorridas com menos desespero.
Agora, isso já é história. A grande verdade é que duas famílias precisam reconstruir suas casas. Esse processo já teve início graças a muitas pessoas da nossa comunidade, que mostraram que somos um povo unido na hora necessária. As campanhas de arrecadação foram - e ainda estão sendo - de uma importância ímpar para que tudo possa recomeçar. Mas, apesar do grande esforço já feito por tantos, muito ainda precisa ser feito para que Paulo, Dadá, Thiago, Rafaela, Manuela, Samuel, Neneca e Matheus tenham suas casas de volta da maneira mais digna possível.
A maior necessidade agora é de material de construção. Para arrecadar, Rafaela Didio (Rafinha) está recebendo as doações pelo PIX (em destaque).
Fica aqui, e nome da família, desde já a gratidão. Primeiro a Deus, pois todos saíram da casa bem e com vida. E, claro, a todos que ajudaram e estão ajudando nessa hora tão difícil. Com a certeza de que nada acontece por acaso e de que tudo o que acontece de ruim em nossas vidas serve para que coisas boas possam surgir, vale lembrar que, nas florestas, os incêndios que passam pelas árvores ajudam para que novos frutos brotem no solo.

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