Aproxima-se o tempo da folia carnavalesca.
Sim, é necessário especificar o tipo de folia para que não haja confusão com outros tipos que andam por aí a fuzarquear em todos os níveis do nosso cotidiano.
Quando eu era jovem já menos tempo, adorava esta época, ficava idealizando a fantasia, preocupada com cada detalhe para que tudo ficasse o melhor possível.
O tempo foi passando e aí a fantasia era a menor das preocupações. O problema é se ia dar briga, confusão, bebedeira (o que é bem comum neste tempo), cenas de ciúme, relacionamentos estremecidos ou até mesmo rompidos.
O tempo passou mais um pouco e tudo isso foi se perdendo ou se encaixando de outras maneiras...
Não me preocupo mais com fantasia, não tenho mais namorado ciumento, perdi o gosto pelas folias momescas.
Entretanto, ainda penso na máscara que vou vestir nestes dias.
Talvez a máscara do "tô nem aí", ou quem sabe aquela de estar preocupada com o que pode acontecer, ou até mesmo aquela velha e tradicional de beber todas e fingir que está tudo bem.
Fico pensando por que motivo o Carnaval perdeu tanto a graça para mim? Estarei ficando assim tão idosa que não me contagiam mais estas festas pagãs?
Enfim... vou ficar por aqui mesmo, quando digo isto quero dizer que não vou sair naquela viagem dos sonhos, que nunca planejei fazer por falta de dinheiro ou de vontade.
Ainda resta a máscara negra da famosa marchinha de Carnaval, será que agora chegou o momento de colocá-la?
Afinal, já é outro Carnaval...
A música diz que o reencontro será bom. Mas que reencontro? Se encontrar antigos amores é porque passei para o bloco dos Querubins...
Não me leve a mal, hoje ainda não é carnaval e quando ele chegar vai me encontrar sem máscara, sem fantasia e quem sabe sem a saudade dos carnavais de outrora...
Bom proveito.
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