Há 81 anos o mundo conheceu o poder destruidor de uma arma jamais vista pela humanidade: a bomba atômica.
Albert Einstein, famoso cientista alemão, em 1939, cogitou a possibilidade da construção de uma bomba nuclear. Então, no início dos anos de 1940, as teorias do físico começaram a tomar forma.
Em 1945, nos Estados Unidos, uma equipe comandada pelo também cientista J. Robert Oppenheimer construiu uma bomba de fissão nuclear, a mais poderosa arma de destruição em massa já desenvolvida pelo homem, que, mesmo após os testes, não teve claramente definida a capacidade e a exata dimensão do seu poder destrutivo e, principalmente, de suas consequências para o futuro.
Após seis longos anos, já com a Alemanha derrotada, a Segunda Guerra Mundial estava chegando ao seu final, mas o Japão resistia, porque não queria perder a guerra e suas colônias. Então, os Estados Unidos da América, no dia 6 de agosto de 1945, decidiram lançar sobre a cidade de Hiroshima a sua arma mais poderosa: a bomba de urânio-235. Em torno de 70 mil pessoas morreram instantaneamente. Uma gigantesca nuvem de poeira, cinzas e radiação subiu ao céu em forma de uma "rosa": a Rosa de Hiroshima.
Mesmo assim, diante do inimigo com uma arma jamais vista e de um poder inimaginável, o Japão não se rendeu. Então, três dias depois, em 9 de agosto de 1945, a segunda bomba foi lançada sobre o Japão: a bomba de plutônio, ainda mais poderosa e destrutiva. A cidade escolhida dessa vez pelos norte-americanos foi Nagasaki. Outras dezenas de milhares de pessoas foram dizimadas em segundos, além, é claro, da destruição material.
Duas cidades totalmente destruídas, milhares de japoneses mortos e outras milhares de pessoas cujos corpos sequer foram encontrados, dado o poder da energia nuclear, que simplesmente pulverizou os corpos humanos, não restando nenhum tipo de fragmento. Depois disso, o Japão rendeu-se, e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim! A triste história da Rosa de Hiroshima inspirou poetas e músicos com o intuito de alertar a sociedade sobre o seu poder destruidor e para que, de alguma forma, contribuam para que isso nunca mais venha a acontecer!
Vinícius de Moraes, em 1946, escreveu essa poesia, que depois virou música:
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da Rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Por certo, a poesia e a música nos levam a refletir, hoje e sempre, sobre essa terrível passagem histórica da humanidade!
A ONU constantemente negocia com países que detêm a tecnologia nuclear para firmar acordos de redução bélica, mas os resultados ainda deixam a desejar.
Neste ano de 2026, os Estados Unidos atacaram o Irã com o argumento de impedir o país de enriquecer urânio e , consequentemente, de construir uma ou mais bombas atômicas. Esse conflito se arrasta, e o mundo espera um desfecho positivo. Infelizmente, as questões nucleares seguem em pauta!
As tecnologias nucleares foram aprimoradas e, por certo, as amas nucleares de hoje são muitas vezes mais poderosas do que aquelas que assolaram o Japão. Fica a reflexão!
Resta-nos adquirir conhecimento e refletir sobre essa tragédia para que não tombe no esquecimento, pois essa é a nossa forma de contribuir para que jamais aconteça!
Pensem nas crianças...
Mudas telepáticas...
Pensem, com o coração, na Rosa de Hiroshima.