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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026

Giro Rápido

Lanceiros Negros

Homens que lutam por liberdade.

Jorn. Flávio Corrêa
Por Jorn. Flávio Corrêa
Lanceiros Negros
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Caros leitores, há histórias que o tempo não consegue apagar. Há nomes que precisam continuar sendo pronunciados. E há homens cuja coragem merece atravessar gerações. Entre eles estão os Lanceiros Negros, homens negros que participaram da Revolução Farroupilha e escreveram, com coragem e sangue, uma das páginas mais marcantes da história do Rio Grande do Sul.

Quando falamos na Revolução Farroupilha, frequentemente lembramos dos grandes líderes, dos combates, das tropas, das bandeiras e dos ideais que movimentaram o conflito. Mas, entre aqueles que estiveram no campo de batalha, estavam homens negros que carregavam consigo uma esperança ainda maior: a possibilidade da liberdade.

Os Lanceiros Negros integraram as forças militares farroupilhas e participaram de diversos combates durante os dez anos da Revolução. Montados em seus cavalos e armados com suas lanças, enfrentaram as dificuldades de uma guerra longa  e extremamente desgastante.

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Não estavam apenas cumprindo uma função militar. Para muitos deles, havia algo pessoal em jogo. a guerra representava a esperança de mudar o próprio destino. E foi assim que esses homens entraram para a história: lutando.

Lutando em uma época em que ser negro e escravizado significava viver sob uma sociedade profundamente desigual. Lutando em um conflito que lhes oferecia a perspectiva de liberdade. Lutando em campos onde a coragem era colocada  à prova todos os dias.

Por isso, falar dos Lanceiros Negros é falar de bravura,  é falar de resistência, é falar de liberdade!

A lembrança dos Lanceiros Negros está inevitavelmente ligada a Porongos, em 14 de novembro de 1844. O episódio, conhecido como massacre de Porongos, permanece entre os acontecimentos mais dolorosos da Revolução Farroupilha.

O Rio Grande do Sul possui uma identidade marcada pela coragem, pela resistência e pela valorização de sua história. Mas nenhuma identidade  é completa quando deixa parte de seus protagonistas para trás.

Os Lanceiros Negros fazem parte da história do nosso Estado. Fazem parte da história da Revolução Farroupilha. fazem parte da história de luta pela liberdade.

Precisamos contar às nossas crianças e aos nossos jovens que, entre os homens que atravessaram os campos de batalha da Revolução Farroupilha, estavam homens negros que sonhavam com a liberdade.

Os Lanceiros Negros não devem ser lembrados apenas por sua morte em Porongos. Devem ser lembrados por sua vida. Por sua coragem. Por sua participação nos combates. Por sua resistência e pela esperança de liberdade que carregaram.

A memória não é apenas aquilo que escolhemos celebrar, é também aquilo que temos a responsabilidade de preservar.

E preservar a memória dos Lanceiros Negros é reconhecer que homens negros também empunharam suas lanças, montaram seus cavalos, enfrentaram batalhas e deram suas vidas nos caminhos da história gaúcha.

Que seus nomes não sejam esquecidos. Que sua coragem seja ensinada. Que sua história seja respeitada. Que sua luta por liberdade continue inspirando as novas gerações.

Lanceiros Negros merecem que sua memória permaneça viva.

Opinião: Porongos não deve ser lembrado apenas como uma batalha. Deve ser lembrado como uma reflexão sobre liberdade, escravidão, lealdade, poder e memória.

Reflexão: Lanceiros Negros: homens de coragem que, empunhando suas lanças e movidos pela esperança de liberdade, escreveram com bravura uma das páginas mais marcantes da Guerra dos Farrapos.

O meu especial abraço aos leitores, irmãos Fernando, Ciripano e a todos os bravos Lanceiros Negros de Caçapava do Sul e do Rio Grande do Sul!

Jorn. Flávio Corrêa

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Jorn. Flávio Corrêa

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