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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

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A Origem da Páscoa Judaico-cristã

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Eduardo Fraga
Por Eduardo Fraga
A Origem da Páscoa Judaico-cristã
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No próximo dia 04 de abril, nós, cristãos, iremos comemorar a Páscoa, mas as comemorações ou reflexões iniciam, em geral, na “Sexta-feira Santa”, que simboliza o dia da morte de Jesus Cristo, que foi preso, julgado e condenado à morte na cruz, expediente esse voltado a pessoas que cometiam crimes graves contra o governo e a sociedade romana.

Jesus Cristo sofreu um verdadeiro “calvário” até chegar no monte Calvário, onde foi crucificado, morrendo na sexta-feira. Foi sepultado, passando assim o chamado sábado de aleluia, e ressuscitou no domingo, voltando à vida e vencendo a morte.

A partir disso, comemoramos no domingo a ressurreição de Cristo, que chamamos de Páscoa, que simboliza a passagem da morte para a vida. O domingo de Páscoa representa, para nós, cristãos, o momento de tomarmos consciência dos nossos erros e pecados e, assim como Jesus Cristo, também renascermos para uma nova vida.

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Mas a Páscoa é representada dessa forma apenas para os cristãos; para outros povos, os motivos e simbolismos são outros, até porque esses povos não o reconhecem como o Messias, Jesus Cristo, o filho de Deus criador.

No caso do povo judeu, por exemplo, a Páscoa tem outra representatividade. Conforme a Bíblia Sagrada, na antiguidade, o povo hebreu, que vivia na região onde hoje é a Palestina e Israel, enfrentou situações muito graves em relação à sua sobrevivência: aconteceram muitas secas, faltava alimento, entre outras questões. Então, tomaram uma difícil decisão: sair do seu local de origem e ir para outro país.

Então, rumaram para o Egito. Depois de muito caminhar pelo deserto, chegaram à nova terra. Era um lugar encantador, um país com uma cultura avançada e desenvolvida às margens do rio Nilo, com produção agrícola e pecuária que garantia o alimento necessário para o povo; era um eldorado em meio ao deserto.

Chegando lá, logo foram tomados como escravos pelo Faraó e seu governo. Começava, então, mais de quatro séculos de sofrimento, trabalho, humilhação e escravidão.

Mas, um dia, o Deus dos hebreus enviou um homem que iria tirá-los da submissão. Moisés tentou negociar com o faraó, mas não teve sucesso. Então, Deus enviou, através de Moisés, as já conhecidas 10 pragas do Egito, sendo a última a morte dos primogênitos, entre eles o filho do Faraó. Com essa perda, somada às outras, o Faraó cedeu e libertou o povo hebreu, que seguiu para a terra prometida por Deus.

A palavra Páscoa significa: “Passagem”.

Esse momento do Êxodo dos hebreus é celebrado até hoje como a Páscoa dos judeus; então, conforme as religiões judaico-cristãs, a Páscoa possui dois significados, conforme cada religião.

Sobre a mudança do nome de hebreus para judeus, deu-se quando da morte do rei Salomão, filho de Davi: o reino se dividiu em Reino de Israel (ao norte) e Reino de Judá (ao sul).

Em certo momento da história, o Reino do Norte foi destruído pelos assírios. O Reino de Judá (onde estava a tribo de Judá e a capital Jerusalém) sobreviveu.

Então, os hebreus, ou israelitas, assim também chamados em certo momento, passaram a ser chamados de judeus.

A Pessach, ou Páscoa, ocorre durante uma semana, a partir do dia 15 do mês de Nissan no calendário judaico, entre março e abril do nosso calendário gregoriano.

A palavra “Páscoa” ou “Passagem” é utilizada pelas duas religiões, mas com significados diferentes.

Desejo uma feliz Páscoa a todas as religiões e a todas as pessoas de boa vontade.

Eduardo Fraga

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