O Plenário da Câmara de Vereadores de Barra do Ribeiro aprovou, na sessão ordinária desta quinta-feira, 14 de maio, uma Moção de Repúdio à CEEE Equatorial. A proposição, de autoria do vereador Lucas Campos e coassinada por todos os demais parlamentares da Casa, manifesta o repúdio do Legislativo barrense às constantes falhas no fornecimento de energia elétrica, à precariedade da infraestrutura da rede, à demora no atendimento e à má qualidade dos serviços prestados no município.
A moção será encaminhada à CEEE Equatorial, à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (AGERGS), ao Ministério Público do Estado, à Assembleia Legislativa, ao Governo do Estado, à Prefeitura Municipal e aos demais órgãos competentes de fiscalização e regulação do serviço.
O que motivou a moção?
Na justificativa, os vereadores descrevem um cenário de recorrentes interrupções no fornecimento de energia que têm afetado moradores da zona urbana, do interior e da zona rural do município. Há registros de consumidores que ficaram mais de 24, 36 e 48 horas sem luz — e em alguns casos, até quatro ou cinco dias aguardando o restabelecimento do serviço. A situação gerou prejuízos a comerciantes, empreendedores, produtores rurais, famílias com crianças e idosos e pessoas que dependem de equipamentos elétricos para manutenção da saúde.
As reclamações se estendem à demora no atendimento, à falta de informações claras à população, à ausência de manutenção preventiva da rede e à necessidade de podas de árvores próximas aos cabos. Além disso, a moção aponta a existência visível, em diversos pontos do município, de postes deteriorados, inclinados ou escorados, representando riscos à segurança da comunidade.
Sem posto de atendimento e cobranças irregulares
Outro ponto destacado na proposição é a ausência de um posto de atendimento presencial da concessionária em Barra do Ribeiro. Desde o encerramento do antigo ponto de atendimento, ocorrido no ano passado, os consumidores enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos como emissão de segunda via de faturas e encaminhamento de demandas presenciais. O processo de instalação de um novo local segue sem solução.
Os vereadores também citam inconsistências nas cobranças das faturas, especialmente alterações nas datas de vencimento que levaram famílias a arcar com o equivalente a duas contas em um curto intervalo de tempo.
A gravidade da situação chegou a motivar manifestações espontâneas da comunidade barrense nas últimas semanas, evidenciando o nível de insatisfação da população após sucessivos episódios de desabastecimento. O tema já havia sido objeto de audiências públicas, abaixo-assinados e encaminhamentos à AGERGS — mas, segundo os parlamentares, sem melhorias perceptíveis até o momento.