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Terça-feira, 04 de Agosto de 2026

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Tentativa de acordo entre CMPC e procurador do MPF fracassa e licenciamento segue indefinido

Procurador Ricardo Gralha Massia recusou proposta de retomada de diálogo apresentada pela empresa com apoio do próprio chefe do MPF no Rio Grande do Sul; ação judicial segue e Fepam ainda aguarda posicionamento da Funai.

Jornal Novo Tempo
Por Jornal Novo Tempo
Tentativa de acordo entre CMPC e procurador do MPF fracassa e licenciamento segue indefinido
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A tentativa de construir um acordo para desbloquear o licenciamento ambiental do Projeto Natureza em Barra do Ribeiro não teve êxito. Com apoio de entidades e do próprio procurador-chefe do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul, Felipe Müller, a CMPC propôs a retomada do diálogo com o procurador federal Ricardo Gralha Massia, responsável pela ação que questiona o licenciamento. Massia, porém, recusou a proposta.

A rejeição mantém o imbróglio nos mesmos trilhos: a ação civil pública ajuizada pelo procurador segue tramitando na Justiça Federal, com o pedido central de que seja realizada uma consulta muito mais ampla a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores do Estado. Esta exigência, inclusive, a CMPC considera inviável e a própria Funai não solicitou originalmente.

O que diz a Justiça?

Em primeira instância, a juíza federal Maria Isabel Pezzi Klein já havia permitido a continuidade do licenciamento ambiental, entendendo que não cabe ao Judiciário criar regras e procedimentos para impor à administração pública. A decisão, no entanto, não encerrou a ação. O processo segue, e uma análise judicial sobre o cumprimento da legislação poderá ocorrer futuramente, quando a Fepam emitir a licença prévia, documento que atesta a viabilidade ambiental do empreendimento.

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Fepam aguarda a Funai

O licenciamento segue  tramitando na Fepam, que ainda aguarda um posicionamento direto da Funai sobre a necessidade de consulta às comunidades indígenas. A indefinição prolonga a insegurança jurídica e administrativa que paira sobre o projeto.

O fator mercado

Além do imbróglio jurídico, o tempo joga contra. O mercado mundial de celulose tem uma janela de oportunidade que não espera indefinidamente. A China, uma das maiores consumidoras da matéria-prima, tem avançado na própria produção, substituindo setores econômicos que desaceleraram, como o imobiliário.

Para Barra do Ribeiro, que há meses acompanha cada capítulo deste processo com esperança e apreensão, o fracasso da tentativa de acordo é mais um obstáculo numa história que ainda não encontrou seu desfecho.

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