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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026

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Audiência pública realizada em Rio Grande tratou do EIA/Rima do novo terminal portuário da CMPC

Estrutura que escoará a produção da futura fábrica de Barra do Ribeiro recebe investimento de R$ 1,36 bilhão e tem capacidade para movimentar até 9 milhões de toneladas de celulose por ano.

Jornal Novo Tempo
Por Jornal Novo Tempo
Audiência pública realizada em Rio Grande tratou do EIA/Rima do novo terminal portuário da CMPC
Foto: Prefeitura de Rio Grande/Ascom
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Enquanto o licenciamento ambiental da fábrica de celulose da CMPC em Barra do Ribeiro segue em disputa judicial, outro componente essencial do Projeto Natureza avança. Na tarde desta segunda-feira, 1º de junho, mais de 500 pessoas participaram da audiência pública realizada no Centro Português, no bairro Senandes, em Rio Grande, para apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do Terminal Rio Grande do Sul S/A, a estrutura portuária que será responsável pelo escoamento da produção da futura fábrica barrense.

O terminal será instalado na ponta sul do Porto Novo de Rio Grande, destinado à movimentação e armazenagem de carga geral, com foco principal na exportação de celulose. O contrato de concessão da área, com duração de 25 anos, foi formalizado em janeiro deste ano em cerimônia com a presença do presidente Lula e do governador Eduardo Leite. A área estava sem utilização desde 2014.

Um investimento de R$ 1,36 bilhão

A apresentação técnica foi conduzida pelo diretor institucional da Sagres Operações Portuárias, Leonardo Maurano. O empreendimento receberá aporte estimado em R$ 1,36 bilhão, destinados à construção de armazéns, berços para navios e barcaças, equipamentos, dragagem e planos de contingência. A estrutura contará com dois berços para navios oceânicos, dois para descarga de barcaças e um armazém de 60 mil metros quadrados.

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Com capacidade operacional superior a 5 milhões de toneladas de celulose por ano, podendo alcançar picos de até 9 milhões de toneladas, o terminal será o principal canal de exportação da produção que sairá de Barra do Ribeiro quando a fábrica estiver em operação.

Empregos e impacto econômico

Os dados apresentados na audiência reforçam o peso econômico do empreendimento. Na fase de implantação, estão previstos aproximadamente 600 empregos diretos e outros 600 indiretos. Na operação, a expectativa é de 450 postos permanentes e cerca de 2,1 mil vagas terceirizadas ligadas às atividades logísticas e portuárias. Os benefícios econômicos diretos da operação podem alcançar R$ 8,8 bilhões ao longo do período analisado.

Na área ambiental, o uso das hidrovias para transporte da produção deverá reduzir em aproximadamente 57 mil toneladas as emissões de CO2 em comparação a outras modalidades logísticas.

Apoio e contrapartidas

Participaram da audiência a prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, secretários municipais, vereadores, representantes de sindicatos, da Furg e de órgãos ambientais. Os gestores municipais manifestaram apoio ao empreendimento e defenderam que as compensações ambientais sejam direcionadas à criação e qualificação de unidades de conservação e ao fortalecimento das políticas de adaptação climática do município. A prefeita informou ainda que o governo de Rio Grande já iniciou articulações com a CMPC e instituições de ensino para projetos de educação ambiental e qualificação profissional da população local.

Para Barra do Ribeiro, que aguarda a definição do licenciamento da fábrica com crescente expectativa, a realização desta audiência em Rio Grande é mais um sinal de que as engrenagens do Projeto Natureza seguem em movimento, mesmo diante dos entraves jurídicos que cercam o empreendimento.

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