O setor pecuário brasileiro registrou um crescimento expressivo em 2024, consolidando um novo recorde na produção de carne bovina e avícola. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidas 39,27 milhões de cabeças de bovinos ao longo do ano, um aumento de 15,2% em relação a 2023. Esse volume superou o recorde anterior, que pertencia a 2013, e refletiu o avanço contínuo da atividade desde 2022.
O crescimento no abate foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento na exportação de carne bovina in natura, que alcançou 2,55 milhões de toneladas, um recorde da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O abate de fêmeas também seguiu em alta pelo terceiro ano consecutivo, crescendo 19% no comparativo anual. Praticamente todos os estados brasileiros acompanharam essa tendência, com destaque para Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Pará, enquanto o Rio Grande do Sul foi a única exceção, apresentando uma leve redução.
Além do avanço no abate de bovinos, o setor avícola também registrou um marco histórico. Em 2024, foram abatidas 6,46 bilhões de cabeças de frangos, representando um crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior e atingindo o maior volume já registrado desde o início da série histórica em 1997. O segmento de suínos também avançou, com um total de 57,86 milhões de cabeças abatidas, um aumento de 1,2% em relação a 2023.
No último trimestre do ano, o abate de bovinos cresceu 4,4% em relação ao mesmo período de 2023, mas apresentou uma leve queda de 7,9% em comparação ao trimestre anterior. Já o abate de frangos subiu 5,5% na comparação anual e recuou 1,1% frente ao terceiro trimestre. No caso dos suínos, houve um crescimento de 0,9% sobre o quarto trimestre de 2023 e uma redução de 4,6% ante os três meses anteriores.
Os dados refletem o avanço contínuo da produção pecuária no Brasil, impulsionada pela alta demanda do mercado interno e pelo fortalecimento das exportações, consolidando o país como um dos maiores produtores de carne do mundo.