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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026

Nossa Terra e Nossa Gente

Janner Grübel Silveira

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Lucas Bonebergr
Por Lucas Bonebergr
Janner Grübel Silveira
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A Língua Portuguesa teve sua origem na Península Ibérica, descendendo diretamente do latim. Ao se desenvolver nessa região, recebeu influências de diferentes povos, entre eles os celtas. Com o passar do tempo, formou-se o galego-português, língua que deu origem ao português e ao galego modernos. Durante a Idade Média, a língua também recebeu forte influência dos povos muçulmanos que conquistaram grande parte da Península Ibérica. Dessa influência árabe, herdamos palavras que começam com as letras “al”, como almoço, alface, algodão e alfaiate, por exemplo.

Com a formação do Reino de Portugal, a Língua Portuguesa ganhou espaço e reconhecimento, consolidando-se ao longo dos séculos. Durante as Grandes Navegações, com as conquistas portuguesas, a cultura e a história lusitanas passaram a ser difundidas por meio da arte e, principalmente, da literatura, fosse por trovas, versos ou outras formas de expressão. Com a chegada dos portugueses ao Brasil e a mistura de diferentes povos e culturas, desenvolveu-se aquilo que hoje conhecemos como o nosso bom português brasileiro.

Seja pela Língua Portuguesa ou pela literatura, esses elementos são muito significativos para Janner da Silveira Grubel, a quem, particularmente, ainda me sinto no dever moral e sentimental de chamar de Professora. Nascida em 22 de dezembro de 1964, é filha de Selmo Grubel e de dona Nelza Salomon Grubel, cuja história já contamos por aqui.

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Embora tenha nascido na cidade vizinha de Guaíba, Janner viveu em Barra do Ribeiro durante toda a sua vida, até se casar com Evaldo Santos Silveira, o Pingo, cuja história contamos no dia 25 de julho de 2025. Em Barra do Ribeiro, realizou toda a sua formação escolar na Escola São José, do 1º ao 8º ano do Ensino Fundamental. Foi uma das primeiras alunas a passar pela mudança na organização do ensino, que deixou para trás o chamado ginásio.

O Ensino Médio, por sua vez, foi cursado no Colégio Gomes Jardim, onde também realizou o Magistério. Posteriormente, formou-se nas licenciaturas em Português, Inglês e Literatura, áreas nas quais construiu sua trajetória profissional, com especial destaque para o Português e a Literatura, que também se tornaram objeto de sua especialização.

Já formada, durante sua passagem por Porto Alegre, atuou na Escola Maria Montessori, no bairro Menino Deus. Ainda morando na capital, por meio de sua nomeação no Estado, começou a trabalhar em Barra do Ribeiro, no Colégio Carlos Pinto, contando com a importante ajuda da então diretora Vera Ojeda para que isso acontecesse.

Entre os anos de 1995 e 1996, passou a atuar também na Escola São José, onde chegou a dar aula para seu próprio filho, Henrique. A curiosidade dessa história é que, nas disciplinas ministradas pela mãe, ele nunca tirava a nota máxima, ficando sempre com o conceito M, de médio desempenho. Mesmo quando finalmente alcançou o tão sonhado conceito B, de bom, ainda não havia chegado ao resultado máximo que tanto desejava.

Na Escola São José, aposentou-se em 2005. Lembro desse ano porque eu era um de seus alunos naquele momento. No Colégio Carlos Pinto, por sua vez, despediu-se da sala de aula durante a pandemia.

Ao falar sobre sua trajetória como professora, Janner compartilhou algumas reflexões que registrou no bom e velho hábito de escrever com papel e caneta. Em suas próprias palavras:

“Tenho certeza de que ensinei muito mais que conteúdo. Impulsionei conquistas de muitos alunos, assim como os incentivei a correr atrás dos sonhos e a se realizarem como profissionais. Acho que abri muitos caminhos e incentivei sonhos neste mundo de constantes mudanças e, com certeza, desenvolvi o pensamento crítico, com respeito ao outro!”

Em minhas palavras, e tenho certeza de que muitos de seus alunos também concordariam comigo, ela foi muito mais do que imagina. Talvez nem sempre tenha percebido o tamanho de sua contribuição, os caminhos que ajudou a abrir e os sonhos que incentivou ao longo de sua trajetória.

Mas nós sabemos. Nós lembramos.

Ela foi nossa Professora.

Lucas Bonebergr

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